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sexta-feira, 25 de abril de 2008

CONVERTER O SOFRIMENTO EM SABEDORIA

CONVERTER O SOFRIMENTO EM SABEDORIA

Existe sempre um motivo, para os obstáculos que nos aparecem no longo percurso dos nossos objectivos de vida, entre o querer, fazer, até chegarmos a vencer! Estes desvios devem ser considerados como uma aprendizagem. Lições, lições de vida! Mas devemos sobretudo, ter a capacidade de usar o sofrimento (proveniente de alguns dos muitos obstáculos) como sabedoria!

A minha forma de estar, sentir, pensar, precisavam duma afinação. E o equilíbrio é fundamental. Equilibrar a balança. É o que tenho feito, ou pelo menos, tentado!

Hoje sou uma pessoa que me valorizo mais, valorizo mais os momentos de paz, serenidade, e tento valorizar mais a minha forma de ser! Estar presente. Estar à altura! Estar… não só para mim, mas também para os outros…

Devemos igualmente pensar, que o nosso sofrimento comparado a muitos outros, não passa apenas duma fase menos boa. Temos que ter uma visão menos egocêntrica, e pensar que até somos pessoas de sorte! Sorte por termos tido uma família, educação, estudos, saúde, emprego, e pessoas que gostam de nós! Pensar que ainda temos uma vida pela frente, e precisamos apenas de Lutar! Para Vencer!

As lições de vida que tido até agora, estão a ser fundamentais… Há coisas que não se ensinam… temos de aprender sozinhos!

Uma das coisas que aprendi, é que não podemos esperar que os outros sejam genuínos como nós. Para não criarmos ilusões… Falsas ilusões… Há palavras de conforto que nos são ditas, quando os nossos problemas não afectam os outros. Porém, quando isto acontece, grande parte destas palavras deixam de se ouvir. Dão lugar a lamentações, desculpas, ou até mesmo, ao vazio, ausência… Mas já todos devíamos saber que:

“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça.
No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.”

Felizmente, quantidade não significa qualidade! E Há amigos, a quem podemos dizer certo tipo de coisas:

“Embora TU sejas a pessoa que melhor me compreende… NÃO quero Nunca, que penses, que me dás maus conselhos… Sou uma boa ouvinte, embora às vezes não pareça… Absorvo as tuas palavras como esponja, porque mais tarde ou mais cedo, sei que vou precisar delas… Para me reconfortar; me orientar; me decidir, ou mesmo, resignar…”

Estar atento é fundamental. Aprender a ouvir é essencial!

Querer é um começo. Não o fim! O caminho, somos nós que o fazemos. Com dor, perda, alegria, conquista, e muito mais. Se trabalharmos a nossa capacidade de converter o sofrimento em sabedoria, teremos forças para superar tudo, e todos!


“A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...” CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

Texto de,
TERESA BATISTA

quarta-feira, 23 de abril de 2008

“CONVERSAS COM DEUS”, de Neale Walsch…

Um dia, uma pessoa distinta, ofereceu-me um livro especial…

“CONVERSAS COM DEUS”, de Neale Walsch…

Acho que nunca duvidei que Deus existe, mas cada vez mais acredito n’Ele… É incrível como tudo ás vezes bate certo. Porque é que nos identificamos com um livro, com uma música? Sinais. Sinais de Deus. Resposta ás nossas invocações… É espantoso…

Segundo Neale Walsch, já tenho a resposta… Pude ler o seguinte na sua obra: “Escuta. A letra da próxima canção que ouvires. A informação contida no próximo artigo que leres. O argumento do próximo filme que vires. O comentário da próxima pessoa que encontrares. Ou o sussurro do próximo rio, do próximo oceano, a próxima brisa que te acariciar o ouvido – todos esses dispositivos são Meus, todas essas vias me estão franqueadas. Falar-te-ei se quiseres escutar. Irei até ti se Me convidares. Mostrar-te-ei então que sempre estive a teu lado. De todas as formas.”

Se eu pensar, tenho aqui tudo. Aliás, esta minha frase reforça á priori o texto em epígrafe: “Terminei agora mesmo de ler 1 livro fabuloso. Quem diria que nesta obra de Daniel Sampaio, intitulada ‘Inventem-se Novos Pais’, iria encontrar palavras que reforçam o meu pensamento…”.

Mas tenho mais:
. Na música do Josh Groban, ‘Don’t Give Up’ encontrei força para não desistir dum sonho, e na letra da música ‘So She Dance’ encontrei o romance;

. No filme ‘Músicas e letras’, com o Hugh Grant e a Drew Barrymore, encontrei “The Way Back Into Love”, o caminho de volta para o Amor;

. No livro “Inventem-se Novos Pais”, de Daniel Sampaio, encontrei frases tão valiosas como estas: “Permanecer juntos ou afastar-se não pode acontecer sem sofrimento e sem mudança. Não há divórcios felizes nem casamentos perfeitos.” E ainda “Se persistirmos na ideia de que os filhos de pais divorciados têm mais problemas, continuaremos contra o amor e aceitaremos definitivamente a mentira e a dissimulação”.

Hoje sinto-me uma pessoa cheia de sorte. Sinto que apesar de tudo, tenho de estar contente pelo amor que vejo á minha volta, pelo carinho, pelos conselhos… A primeira página deste livro que li (a de agradecimento) quero dedicá-la á Elisabete. Devo a ela grande parte das coisas que sei hoje e acho que nunca irei encontrar palavras que demonstrem a gratidão que sinto. Também sei que no fundo ela sabe, e nem preciso de lhe dizer… Palavras, para quê? Nós sentimos…

Agradeço também a esta pessoa, por me ter dado a conhecer esta pequena maravilha. Por poder viajar mais além.

Estes gestos são os pequenos nadas, que como diz a minha mãe, “quem guarda sempre tem”. E eu tenho, pequenos gestos de amor, de amizade, pequenos nadas indestrutíveis, que ninguém mos pode furtar…


Por,

Teresa Batista

segunda-feira, 21 de abril de 2008

SOBRENDIVIDAMENTO = AREIAS MOVEDIÇAS




Culpa… De quem?

Os bancos acusam os contribuintes de estarem a viver o caos financeiro á custa de falsas ilusões devido ao crédito fácil, uma das maiores armadilhas dos últimos tempos. Será? A meu ver, a maior parte das pessoas que se encontra numa situação financeira difícil, não foi única e simplesmente por se ter iludido… Mas sim, porque simplesmente o dinheiro que recebem, não chega para pagar as despesas do dia a dia… tem que se pedir emprestado para chegar ao fim do mês! Depois, entra-se num ciclo vicioso… Pedir emprestado, para pagar a quem emprestou… Fazer uma dívida, para pagar outra dívida… Depois de se estar neste círculo, é como tentar sair de areias movediças, quanto mais nos mexemos, mais nos enterramos. O ideal é esperar, que alguém nos deite a mão…

Infelizmente pude constatar que não estou sozinha neste grupo dos sobre endividados, e muito rapidamente deitamos tudo a perder. A falta de dinheiro, gere mais falta de dinheiro, e subitamente cai-nos uma avalanche de dívidas…

Nestas situações, somos frequentemente confrontados com ultimatos! Ou paga, ou… paga! O problema é a forma como estas intimações nos são comunicadas. Há dias recebi uma intimação às 21h00… do banco! O conteúdo era no mínimo, surreal… O impacto que este tipo de intimações tem num cliente devedor, em incumprimento, é descomunal, e acredito muitas vezes que sejam situações semelhantes a esta, que levam pessoas a cometer actos ilícitos, com consequências futuras graves…

Percebi também, que há muita falta de informação para estes casos. Eu sou uma pessoa jovem, culta, a par da actualidade, e vi-me perdida no meio deste imbróglio. A quem recorrer, perguntamos nós… Ninguém nos dá respostas… E as dívidas vão-se acumulando, e os juros idem! E no final de contas, resta-nos apenas ter sorte, com o nosso banco! Porque são os únicos capazes de resolver, mas até nisto é precisa a dita sorte! Porque também depende de cada gerente de banco, a boa vontade para esticar a corda…

Só me pergunto, porque é que em vez de encaminhar de imediato os clientes para o contencioso, não lhes concedem uma triagem numa empresa especializada em gestão? Existem “Gestores Financeiros”, que estão lá para nos aconselhar, ao invés de nos iludir com créditos fáceis; estão lá para negociar por nós, quando a nossa capacidade de argumentação se esvaneceu; quando a nossa vergonha de devedor, se sobrepõe á coragem do que quer pagar, mas não sabe como…

Os Bancos precisam de saber distinguir os devedores que fogem, dos devedores que dão a cara! E precisam também de pensar que hoje, somos nós, mas amanhã, podem ser eles… Ninguém está livre do que quer que seja… Hoje estão na mó de cima, amanhã, podem estar na mó de baixo…

É preciso também estabelecer limites ás empresas de créditos, a nível da publicidade! Na televisão; nas nossas caixas de correio, que não respeitam sequer a mensagem de “Publicidade, não Obrigada!”, e a nível da Internet. Somos bombardeados a toda a hora com créditos fáceis, e um dia acabamos por ceder…

É preciso ao invés, fazer publicidade para os que estão desesperados… Bombardear os jornais, televisão, etc, com contactos destas empresas que podem ser a salvação para muita gente. Elas existem, mas quase ninguém sabe. Os que sabem, pensam que não têm dinheiro para lhes pagar, não tendo noção do valor irrisório que lhes pode custar… Passar informação…

Isto não passa apenas dum desabafo, de alguém que acabou de experênciar todas estas situações. Alguém que sempre teve o controle total das suas despesas, e sentiu na pele o que um deslize pode acarretar. Ouvi também e vi, muitas pessoas chegadas, passarem pelo mesmo. Percebi o que elas não sabiam, e o quanto as podia ter ajudado. Percebi que a nossa sociedade está a viver nos limites! Poucos são os que não têm problemas desta natureza, e os que não têm, fogem deles a “sete pés”.

“O sofrimento pode construir-nos ou destruir… Devemos usar o sofrimento, para construir a SABEDORIA!” Diz-nos Augusto Cury…

É o que eu desejo. Usar estes ensinamentos para o futuro. E sobretudo acreditar, que o Sol nasce todos os dias, e um dia vai sorrir especialmente para nós…


Texto de,
Teresa Batista